Hoje no caminho de volta do trabalho, estava com pressa,
como sempre, tinha que passar no banco pelo centro, quando uma moça simpática me para na rua, eu
não entendi nada do que ela falou porque estava com os fones, ouvindo “Do the
Evolution” do Pearl Jam, tirei os fones e olhei pra trás, pra saber se foi
comigo mesmo que ela falou, ela sorriu e pediu desculpas por atrapalhar, mas
precisava saber pra qual lado ficava uma avenida conhecida aqui em Bauru
(obviamente conhecida não para ela), expliquei e pedi desculpas pela falta de
atenção por causa dos fones, ela sorriu e agradeceu, me despedi e segui o
caminho com pressa. Chegando ao banco não consegui o que queria, fiquei
pensando que poderia ter acompanhado a moça até a avenida. Enfim, espero que
ela tenha encontrado.
Ainda no caminho de casa, já sentido centro > bairro,
outra situação inusitada, um senhor com carro parado no meio da rua e uma
senhora do lado de fora ameaçando tentar empurrá-lo, ela não ia conseguir
sozinha, parei e resolvi ajudar, um pouco de esforço sobre-humano depois e ‘voilà’
o carro pegou, também me agradeceram com um sorriso e seguiram o caminho.
Essas pessoas como tantas outras, talvez eu não as
encontre outra vez, fico pensando nas histórias de vida, e se também pensam a
mesma coisa.
A moça, o casal, o rapaz vendendo a poesia, a velha doida
que quase me atropelou, o casal de mendigos e o seu cachorro filhote, as tantas
senhoras que atravessam as ruas, o senhor com descendência oriental que fica
todo os dias sentado no ponto de ônibus, o maluco beleza do farol e os
motoristas de ônibus mais bacanas da cidade (Linha 1812) etc...

Ás vezes também me pego pensando nisso, sobre as histórias de vidas das pessoas que trombam com a gente por ai. Acho que mesmo que conseguisse ouvir uma pessoa por dia ainda não seria nem de perto o suficiente. Elas seguem na minha memória assim como tantas outras.
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