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domingo, 20 de julho de 2014

A Casa da Luz Vermelha

Não, esse post não vai falar sobre o que você esta pensando e sim de uma história cômica que por pouco não foi trágica em minha vida.


Quando criança, sempre gostei muito de cores, e ficava impressionada com aquelas pequenas lâmpadas coloridas no mercado, vivia pedindo: "Mãe ee, compra lá pra casa!". Minha mãe sempre relutante, falava que aquelas lâmpadas não eram para casa, e prometia um dia comprar um abajur onde eu poderia colocar e deixar no meu quarto. Assim eu ficava na espera das tais lâmpadas e o abajur que nunca chegavam.  
Certa vez, havia passado o dia brincando na casa de uma amiga e voltando para casa, minha mãe estava na frente da casa da vizinha, conversando, provavelmente há um bom tempo... olhei para o corredor no quintal e vi a coisa mais legal da minha vida e corri para abraçá-la... "Mãeeeee você comprou a lâmpada" ela arregalou os olhos, além da luz vermelha vinda da cozinha havia também uma fumaça e uma futura decepção:
A luz vermelha vinda da cozinha não era a lâmpada;
Minha mãe deixou a panela de óleo no fogão e foi conversar com a vizinha ou seja, o vermelhão era a cortina pegando fogo que encheu a casa de fumaça e por sorte não perdemos nada, além da panela,
da cortina, da pintura do teto e da minha minha alegria.
Em toda minha infância nunca tive as lâmpadas coloridas e quando 'grande' comprei eu mesma um abajur
e uma lâmpada azul (só para não lembrar o quase incêndio). Quando fui ascender enrosquei o pé no fio,
o abajur caiu e a lâmpada quebrou ¯\_(ツ)_/¯ .
As vezes eu nunca devia ter uma dessas mesmo, nem queria mais, me encanto só com a mudança de cor
que o Sol trás.  

quinta-feira, 10 de julho de 2014

O Pássaro


Quando o vi chegar no meu quintal, fiquei encantada com a leveza e a maneira que chegou,
apareceu de repente, sem avisar foi colorindo o quintal da minha vida com suas cores tão belas e seu
canto tão bonito e diferente.
Num piscar de olhos já não podia imaginar aquele cenário sem tanta beleza e leveza que espalhava
à cada bater de asas. Do mesmo jeito que chegou, partiu.
Ah! Como queria ter você todos os dias no meu quintal, ouvir teu canto novamente, que suas cores
enfeitassem novamente a minha vida, e tomassem meu peito de alegrias.
Mas nunca gostei de ter pássaros presos em gaiolas, seus cantos são mais bonitos ecoados pelo vento
dentre as árvores, suas cores se espalham por todas as partes, é mais belo livre é mais vivo livre.
É livre que quero vê-lo, livre para se sentir à vontade de voltar quando quiser.
Só espero que um dia volte ao meu quintal, e traga de novo a paz e leveza que tanto me encantou.