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domingo, 1 de junho de 2014

Motoca Amigo



Ainda existe amor no mundo!
Sim existe, apesar de ser uma pessoa pessimista que sempre espera o pior das coisas por saber que se tudo der errado, deu o esperado e não preciso me frustrar.

Mas, voltando ao amor... quero me declarar a uma classe de trabalhadores em especial: "Os motoristas de busão" "bonde" "bumba" "bus"... enfim.
Apesar do estresse dos dias atuais e de não acreditar que exista o "melhor" na humanidade, ainda há sinais de que o amor existe no mundo, no meu caso só tenho essa esperança graças a eles.
Nunca tive muita sorte em nada na vida (não me julguem com discursos moralistas de: você tem casa, comida, e saúde, digo sorte num sentido muito mais amplo do que o óbvio que eu sou grata), mas em relação aos ônibus SIM eu tenho sorte. Salvo uma exceção: Marília/SP (não vou falar sobre pequenas experiências ruins agora).

Hoje tomando o caminho até o ponto de ônibus, em um domingo chuvoso, tentando pegar o bus mais rápido que me levasse da longinquá terra chamada: Mary Dota até a rodoviária e a civilização em Bauru, o sinal ficou verde, eu não tinha certeza dos horário e vi um bus passar, não era o meu, se fosse eu teria perdido, um alivio bateu, olhei novamente em frente e o desespero tomou conta da minha alma novamente, era outro ônibus, era o meu ônibus e uma avenida à frente. Num ato de desespero ergui minhas mãos e corri pela avenida e calçada esperando compaixão e piedade do motorista... E ele esperou, agradeci com um belo sorriso e uma nota de R$20,00 para tirar R$2,80.

Essa não teria sido a primeira vez, a primeira vez que eu percebi a minha habilidade em atrasar e pegar o ônibus com motorista mais bacana do local foi em 2008 em uma viagem para Belo Horizonte, estava hospedada em um lugar inóspito e também longínquo chamado: Barreiro, cansada pela viagem, precisava acordar cedo e chegar a tempo do amoço da Ana no centro de BH, não conhecendo nada da cidade, só sabia o ponto de ônibus onde deveria chegar e tãdã... a cena relatada à cima já aconteceu em uma avenida maior ainda (da qual não lembro mesmo o nome, saí correndo atordoada e fiz meu gesto clássico de desespero, uma senhora no ponto de ônibus alertou o motorista que gentilmente me esperou, mesmo sendo próximo ao horário de almoço em uma capital (por mais longe e distante que o bairro fosse). Cheguei a tempo no Parque Municipal. Thank's motorista bro de BH.

Em 2010, após ir para um show em São Paulo, minha terra natal, após 8 anos sem andar por lá, todas as linhas de ônibus haviam sido alteradas e passavam por terminais, pena que só descobri isso em um domingo a tarde, onde ônibus são escassos e eu não entendia e muito menos sabia como chegaria ao meu antigo bairro não tão distante quanto os outros citados se tratando de SP.
Estava em um ponto próximo ao terminal da Lapa, precisava chegar até a Freguesia do Ó, mas precisamente na Av. Elísio Teixeira Leite, perto de um supermercado que graças aos deuses ainda permanecia no mesmo lugar se não eu estaria mais perdida e talvez esse post não seria feito.
Esperei por 1 hora e meia por um ônibus, quando apareceu uma van, muitos não nascidos em Sampa poderiam ter medo de morrer, ser assaltado ou qualquer outra coisa ruim, mesmo a van sendo autorizada, eu não, entrei achando que ela me levaria perto do meu objetivo, mas como já disse, as rotas mudaram, e ia ficar muito longe de chegar onde eu queria, mas após contar toda minha história ao motorista e cobrador, não só me explicaram o caminho como mudaram a rota para me deixar umas 4 quadras mais perto, comovida agradeci e andei um bocado, mas poderia ser pior se não pela bondade que ainda existe no peito dos motoristas.

Sendo assim, termino esse relato com um grande OBRIGADA aos MOTOCAS AMIGOS!
Que vocês também sempre tenham um motorista disposto a esperar você e levá-los de maneira segura e dar sempre um sorriso mesmo que a nota para o troco seja alta!





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